ConservAção Brasil encerra 1ª edição com público expressivo, ampla programação e engajamento social
O ConservAção Brasil – Unindo Vozes em Direção ao Futuro concluiu, no último final de semana, sua primeira edição com resultados expressivos e reconhecimento do público e especialistas. Em três dias, o evento reuniu mais de 120 profissionais de referência nacional e internacional - das 5 regiões do país, 35 painéis, 21 oficinas práticas e de imersão, mais de 60 horas de conteúdo.
Os números:
- 742 inscrições oficiais + fluxo espontâneo de visitantes ao longo dos 3 dias.
- mais de 550 crianças (6 a 15 anos) da rede pública impactadas diretamente pelas oficinas de educação arte-ambiental.
- Estimativa de aproximadamente 2.000 pessoas impactadas (sexta a domingo) em contato direto com os temas da conservação da sociobiodiversidade.
“As crianças são centrais e elementos de transformação para nós: aqui elas são protagonistas. Unimos cultura, arte e meio ambiente para semear, de forma qualificada, o cuidado com a vida”, afirma Nondas Okiama, idealizador e um dos quatro organizadores.
A organização comemora a presença forte dos moradores da cidade que abraçaram o evento como nunca visto antes num evento inédito, além do envolvimento e presença de municípios vizinhos e engajamento das pessoas, tendo sido constatada a participação de muitas cidadãos de São Pedro, Itirapina, Torrinha, Piracicaba, Americana, Santa Bábara D´Oeste, Santa Maria da Serra, Pirassununga, Leme, Rio Claro, Charqueada, Araraquara, Campinas e muitas outras cidades e estados do Brasil.
Painéis que mobilizaramA curadoria reuniu nomes de grande projeção, como Yara Barros (Onças do Iguaçu) e Arnaud Desbiez (Instituto de Conservação de Animais Selvagens), vencedores do Whitley Award (“Oscar Verde”); a líder indígena Neidinha Suruí (vencedora do Emmy); Patrícia Medici (IPÊ/INCAB), referência mundial na conservação e pesquisa da Anta brasileira; Mauro Pires (Presidente do ICMBio); Fábio Buonavita (Superintendente do Ibama/SP); Weber Girão (biólogo que descreveu o soldadinho-do-araripe), além de representantes do Pacto Global da ONU, do Ministério Público de São Paulo e muitos outros nomes incríveis do meio ambiente e conservação.
Oficinas e experiênciasForam destaques as atividades de observação de aves, poesia e hip-hop, e pintura com tintas naturais. A programação contou com educadores e artistas como Carmem Mattoso, Ana Carol Thomé, Isadora Barciela, Augusto Azanha, Floriana Breyer, Jhon Bermond, Fernando Igor Godoy, Thatiana Andrade, Vanessa Mussini, Antonio Zenaro, Lucas do Vale, Ana Macagnan e Mileny.
Cidade viva, múltiplos espaçosOs quatro organizadores — Carolina Lorieri, Celina Yoshihara, Alexandre Resende e Nondas Okiama — coordenaram as atividades no Centro de Convenções, Praça Dr. Otávio de Moura Andrade, Bosque Municipal e Auditório do SPA Thermal. O público circulou livremente entre os espaços, aproveitando a programação simultânea e atmosfera agradável e acolhedora de Águas de São Pedro.
Cultura que conectaÀ noite, a peça “Fiandeiro de Tempos” (Amazônia/Acre) emocionou a plateia ao retratar a vida ribeirinha através da interpretação e pesquisa do ator acreano Victor Onofre. A programação contou ainda com a poesia de Mileny, artista de SLAM; o cortejo do Baque Caipira (Maracatu) e a Orquestra Torrinhense de Viola Caipira, em colaboração com a Prefeitura de Torrinha.
Comunidade protagonistaO engajamento local foi determinante: voluntárias como Priscila Boschini, Flávia Romanelli, Ana Cristina e Elizete Aguiar apoiaram comunicação e logística; o Grupo Manta com Carinho, os Caipiras do Plein Air e a artista Sandra Goeldi Catroxo (exposição “Rede Fantasma – O Monstro dos Mares”) também integraram a programação.
Herança para a cidade que recebeu o eventoO artista-ativista Fernando Berg criou e pintou um mural inédito para o ConservAção Brasil. Em sua linguagem, que retrata animais como entidades sagradas, Berg representou o cachorro-do-mato, o soldadinho, o fruto do jaracatiá, a mariposa-beija-flor — principal responsável pela polinização do jaracatiá —, um casal de ananaís e o gavião-belo. Todas espécies presentes na região e passíveis de avistamento. Questionado sobre a ausência dos simpáticos quatis, respondeu com firmeza: “Não vou pintar os quatis porque a relação humano–fauna com essa espécie já é problemática; um mural pode incentivar uma proximidade inadequada. Essa interação não faz bem para eles nem para nós e precisamos ensinar isso para as pessoas”.
Um segundo mural, de caráter colaborativo, foi realizado pelos artistas Jhon Bermond e Alba Salve com o público do evento, utilizando tintas naturais feitas com terras coloridas.
Os dois murais permanecem para visitação: um ao lado da Feira de Artesanato da cidade e outro na entrada do Bosque Municipal, em frente ao Café das Fontes.
Via assessoria do evento
Fonte: Prefeitura Municipal de Águas de São Pedro